19 de mar de 2008

COMPRADOR DO FUTURO VALORIZA MAIS SERVIÇOS E CONFORTO DO QUE PREÇO


Um consumidor que considera o modelo atual praticamente esgotado, não faz questão do produto mais barato e também não é refém de marcas famosas. Este é um resumo do perfil do comprador do futuro apresentado este mês em Barcelona, na Feira Alimentaria. A definição é baseada na população da Espanha e pode ser estendida aos demais membros da União Européia e a outros países desenvolvidos. A busca por melhores condições de realizar as compras deve influir também no tamanho e formato dos supermercados, tendência já identificada pelos grandes grupos de varejo, inclusive no Brasil.

Na opinião de Josep Montserrat, diretor da TNS Global, consultoria que elaborou o estudo, o consumidor do futuro é mais exigente e está disposto a pagar mais por produtos que se encaixem em seus hábitos. De acordo com o levantamento, é uma cultura que prioriza a compra inteligente. No caso do segmento voltado às necessidades básicas, o preço é fundamental. Mas o mesmo não vale para o consumo de maior valor agregado, em que o preço mais alto pode até ser um atrativo.

"O consumidor tende a priorizar mercadorias de alta qualidade, novidades e ampla oferta", destacou Montserrat. Segundo ele, a conclusão do levantamento aponta que este perfil de comprador não quer ter a sensação de que está perdendo tempo durante as compras e espera facilidade no transporte das mercadorias e na visualização das informações que busca.

Tais exigências tendem a diminuir o tamanho dos supermercados. Na Espanha, no ano passado o maior crescimento em número de estabelecimentos, 11% na comparação com 2006, foi verificado nos que vão de 1 mil m2 até 2,5 mil m2. Já a quantidade dos hipermercados com mais de 5 mil m2 aumentou 2,7%. "A pretensão de atender a todos os públicos está acabando. A revolução será segmentar o máximo possível, mas isto ainda leva tempo", estima.

Ao mesmo tempo em que procura agilidade, o consumidor valoriza os serviços adicionais que proporcionam mais conforto no estabelecimento. Neste sentido, o diretor da TNS citou como exemplo Starbucks, Zara e Apple. "Em um novo cenário, é preciso romper a relação tradicional entre cliente e prestador de serviço", finalizou.

FONTE: Valor Econômico

4 comentários:

Ligia disse...

Oi, Cacauzinhaaa! Olha eu aqui, menina! Resolvi dar uma lida no seu blog, e já está nos favoritos!

Quanto ao post, eu acho essa tendência muito coerente, e já vem mostrando indícios de que está despontando por aí. À medida que as empresas conseguem se equiparar em qualidade e possuem a mesma estratégia de pricing e público, O valor agregado vem se tornando o principal diferencial de qualquer produto ou serviço. E o cliente que já percebeu isso, até paga por essa diferença.

Um beijo, menina! Parabéns pelo blog!!

George Azevedo disse...

Oi Cacau...

Post muito bom e que com ctz já é uma realidade hj em dia...Em um mundo cada vez mais competitivo..esses adicionais são os que fazem os consumidores optarem por esse ou aquele produto e/ou serviço.

Bjos

George

Geovana disse...

Cacau poderosa,

Muito bacana seu post.
Neste mundo globalizado e extremamente competitivo, a segmentação do mercado é uma ótima alternativa de sobrevivência para as empresas em geral.
As pessoas estão cada vez mais cheias de compromissos e tempo acaba sendo algo precioso, então pagar a mais por qualilidade, agilidade e comodidade vale a pena.
Neste quesito, os bancos sairam na frente, com "prime", "personalité", que comprovam o sucesso da segmentação.

Parabéns pelo blog, está maravilhoso!

Bjs

Extremely Fashion disse...

Valeu pessoal, como em tudo vcs são uns fofos.
Obrigada por frequentarem aqui!

bjs