11 de jan de 2008

Novo código de Barras carregará mais informações


Até janeiro de 2010 todos os sistemas de check-outs varejistas do mundo deverão estar preparados para identificar itens comerciais codificados com o Databar. Quem está coordenando os trabalhos para adoção da nova tecnologia aqui no País é a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação – antiga EAN Brasil).Atualmente, os códigos Padrão GS1, que inclui o GTIN-13 (13 dígitos), são os mais utilizados para a codificação de produtos com leitura no check-out do varejo. A identificação inequívoca do produto é garantida pela atribuição de uma estrutura numérica denominada GTIN (sigla em inglês para Número Global do Item Comercial). É a partir dele que é gerado o código de barras, permitindo que a empresa identifique um produto individualmente no mundo inteiro, sabendo exatamente qual o tipo, suas variações de cor, peso, tamanho, dentre outras informações.O código Databar permitirá a mesma identificação, porém com alguns benefícios a mais que os atuais.
Com tamanho bastante reduzido – aproximadamente metade do espaço físico de uma etiqueta de código de barras convencional –, o Databar poderá ser utilizado em produtos muito pequenos, que hoje não são codificados por falta de espaço. Isso possibilitará às empresas melhor acesso a informações de rastreablidade, garantindo um gerenciamento mais eficiente e de melhor qualidade. Alguns setores, como o de frutas, legumes e verduras (FLV), cujo espaço para aplicação do código é restrito, serão diretamente beneficiados pela nova tecnologia.
Atualmente, os FLV’s têm um gerenciamento complicado, justamente pela falta de identificação e de espaço para um código de barras maior. “O Databar facilitará a automação desse tipo de produto, melhorando a precisão e a velocidade de acesso a informações sobre produção e proveniência dos alimentos”, destaca Flávia Ponte Costa, assessora de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.A rastreabilidade dos FLV’s é fundamental, especialmente com o impacto provocado por incidentes de segurança de alimentos aos consumidores, empresas, grupos que lidam com a mesma mercadoria, governos e comércio. Devido à diversidade das práticas da cadeia de suprimentos de alimentos na esfera internacional, é fundamental que os produtores, embaladores, importadores/exportadores e transportadores trabalhem com seus parceiros da distribuição e do varejo, com o intuito de desenvolver tecnologias e padrões que permitam a identificação dos produtos hortícolas, desde a plantação até o varejista.
Flávia explica, ainda, que o Databar não substituirá os atuais códigos padrão GS1, eles serão complementares. “Cada código terá uma aplicação específica e a decisão de quando usar um ou o outro ficará a cargo dos usuários”.

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